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"O 'emendagate' está se protegendo pela lei do silêncio mafioso"

Arthur Virgílio Neto disse que o esquema das chamadas emendas de relator lembra o mensalão, "com resultados iguais: votos para o governo"
“O emendagate está se protegendo pela lei do silêncio mafioso”
Foto: Pedro França/ Agência Senado

Arthur Virgílio Neto (foto), ex-senador e ex-prefeito de Manaus, disse a O Antagonista que o escândalo do orçamento secreto precisa de “cobrança diária”, “até o quadro se aclarar aos olhos da sociedade”.

“Essas emendas de relator lembram o mensalão, com resultados iguais: votos para o governo. A diferença é que o mensalão foi exaustivamente devassado. O ‘emendagate’ está se protegendo pela lei do silêncio mafioso. É impossível tolerar que beneficiários, valores e locais de aplicação desses recursos não sejam revelados”, afirmou.

Ontem à noite, como noticiamosRosa Weber, do STF, liberou a retomada da execução orçamentária das emendas de relator — a ministro estendeu o prazo para que Arthur Lira e Rodrigo Pacheco deem os detalhes da liberação dessas verbas em 2020 e em 2021.

“Não há nada lógico ou decente que explique essa farra das emendas secretas e, sobretudo, a insistência em quererem que os contribuintes engulam não saber os nomes dos parlamentares beneficiados, o valor de cada emenda e, posteriormente, a investigação e a conclusão dos órgãos de controle”, acrescentou Virgílio.

Também ontem, como noticiamos, deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovaram o texto-base do relatório preliminar do orçamento de 2022, levando em conta a reserva de recursos para as chamadas emendas de relator.

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