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O bantustão ideológico da USP

O bantustão ideológico da USP
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Não é preciso dançar na chuva juntamente com o ministro Abraham Weintraub para constatar que a Universidade de São Paulo, com as exceções que confirmam a regra, é um bantustão ideológico da esquerda.

A última demonstração desse fato foi a prova para candidatos a especialização na Faculdade de Saúde Pública da USP. A pretexto de verificar os conhecimentos gerais dos estudantes, a prova continha questões sobre o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula — e as respostas corretas para tais questões diziam que o impeachment foi golpe e que Lula é um prisioneiro político.

Claro está que a prova não visava coisa nenhuma a verificar os conhecimentos gerais de ninguém, e sim a fazer um filtro ideológico dos candidatos.

Como noticiamos, a prova foi cancelada depois de a picaretagem ter sido denunciada pela deputada estadual Janaina Paschoal — professora da Faculdade de Direito da USP que assinou o pedido de impeachment da petista, em 2016, ao lado de outro ex-professor da instituição, Miguel Reale Jr.

O cancelamento, no entanto, não basta. É preciso que haja punição para quem formulou as questões que, repita-se, visavam a fazer um filtro ideológico na Faculdade de Saúde Pública. A punição deve ficar a cargo dos diretores da faculdade e da reitoria da USP, em obediência ao princípio da autonomia universitária. O que é inadmissível é que tal princípio continue a servir de valhacouto aos ideólogos que vivem de fraudar a história no bantustão bancado com dinheiro público.

 

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