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“Número insignificante”, diz Bolsonaro sobre morte de crianças por Covid

“Algumas morreram? Sim, morreram. Lamento profundamente, tá”
“Número insignificante”, diz Bolsonaro sobre morte de crianças por Covid
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Jair Bolsonaro voltou a minimizar neste sábado (22) o número de mortes de crianças por Covid. O presidente defendeu também remédios sem eficácia contra o coronavírus e disse ser “insignificante” o número de óbitos desse público.

“Se você analisar, 2020, 2021, mesmo na crise do coronavírus, ninguém ouviu dizer que estava precisando de UTI infantil. Não teve. Não tivemos. Eu desconheço criança baixar no hospital. Algumas morreram? Sim, morreram. Lamento profundamente, tá. Mas é um número insignificante e tem que se levar em conta se ela tinha outras comorbidades também”, disse em Eldorado, no interior paulista, onde passou a noite após acompanhar o sepultamento da mãe, Olinda.

Para não perder o costume, Bolsonaro renovou também suas críticas à vacinação infantil:

“A vacina para crianças não é obrigatória. E tem que ser falado o quê por ocasião da vacinação? Quem for aplicar a vacina? Olha, tá aqui teu filho, de cinco anos de idade. Ele pode ter palpitação, dores no peito e falta de ar. Vai ser dito para ele, como está no despacho do Lewandowski.”

Na verdade, a Covid é uma das principais causas de morte de crianças de 5 a 11 anos no Brasil. Pelo menos 311 crianças dessa faixa etária morreram desde o começo da pandemia.

A doença mata mais crianças no Brasil do que outras doenças evitáveis por vacinas, como meningite, influenza ou rotavírus.

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