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Noruega não pauta debate sobre clima no Conselho de Segurança, para alívio do Brasil

No mês passado, Rússia vetou projeto que relacionava mudanças climáticas e segurança
Noruega não pauta debate sobre clima no Conselho de Segurança, para alívio do Brasil
Foto: UN Photo/Mark Garten

A Noruega, que exerce a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU neste mês de janeiro, não pautou debates sobre meio ambiente ou mudanças climáticas.

Este é o primeiro mês do novo mandato de dois anos do Brasil no Conselho.

A agenda provisória foi adotada na terça passada (4). Como costuma ocorrer, a maior parte do programa de trabalho é dedicada à discussão de missões da ONU, em países como Afeganistão, Chipre, Líbia e Mali.

Principal patrocinadora do Fundo Amazônia, paralisado desde 2019 por decisão do governo Bolsonaro, a Noruega não pautou uma discussão sobre o que ela própria chama de uma de suas principais prioridades no Conselho.

“Precisamos de uma abordagem mais sistemática por parte do Conselho de Segurança para tratar de clima, paz e segurança”, disse em setembro Ine Eriksen Søreide, então ministra das Relações Exeriores. “O Conselho de Segurança precisa reconhecer formalmente os vínculos entre as mudanças climáticas e a segurança”.

Em 13 de dezembro, o Conselho votou um projeto de resolução assinado por 113 países que fazia isso: reconhecia a ligação entre as mudanças climáticas e suas “possíveis implicações de segurança”. Entre os signatários estava a própria Noruega, além de Estados Unidos, Alemanha, Japão e Reino Unido. O Brasil não assinou.

O projeto teve 12 votos a favor, mas foi vetado pela Rússia. A China se absteve. O Conselho de Segurança tem 15 membros, sendo cinco com poder de veto.

A embaixadora da Noruega na ONU em Nova York, Mona Juul (foto), lamentou o veto. “A mudança climática não é um problema do futuro. Está aqui e agora e afeta todas as regiões do mundo”, disse ao Conselho.

A presidência do Conselho é exercida de forma rotativa pelos membros por ordem alfabética. Em julho deste ano, será a vez do Brasil.

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