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Nº 2 da Saúde admite que pasta comprou vacina para crianças antes de encerrar consulta pública

Aditivo de contrato foi assinado em 28 de dezembro; consulta foi até 2 de janeiro
Nº 2 da Saúde admite que pasta comprou vacina para crianças antes de encerrar consulta pública
Reprodução/Ministério da Saúde/YouTube

O nº2 da Saúde, Rodrigo Cruz, admitiu nessa quarta (5) que o governo comprou as vacinas da Pfizer para crianças antes de terminar a consulta pública sobre o assunto.

“No dia 8 de outubro, em conversas com a Pfizer, na troca de mensagens, a gente anuiu com a minuta de contrato que foi encaminhada com essas duas novidades, indicando que a população pediátrica do Brasil, segundo estudos do IBGE para a faixa etária de 5 a 11 anos, era de 20,5 milhões crianças”, disse Cruz, em pronunciamento à imprensa.

O novo contrato com a Pfizer foi anunciado por Queiroga em 29 de novembro, em Salvador. O valor é de R$ 6,9 bilhões, para 100 milhões de doses – a serem ainda especificadas quantas dessas são para crianças.

“No dia 16 de dezembro a Anvisa autoriza então o imunizante da Pfizer para a faixa etária de 5 a 11 anos. E nesse mesmo dia, às 20h47, o Ministério da Saúde manda uma mensagem para a Pfizer comunicando que as doses poderiam ser incluídas no PNO”, continuou Cruz.

“Para isso [comprar doses pediátricas] a gente precisa assinar e firmar um aditivo de contrato, que foi assinado no dia 28 de dezembro”.

A consulta pública do ministério ficou aberta até 2 de janeiro. Uma audiência pública foi realizada nesta terça (4). Enquanto isso ocorria, a compra já estava decidida.

Como já mostramos, o propósito da consulta e da audiência públicas foi semear dúvidas sobre as vacinas.

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