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MP pede novo bloqueio de bens de Alckmin no caso Odebrecht

O ex-governador teve R$ 9,9 milhões bloqueados em 2019; ele é acusado de ter recebido dinheiro da empreiteira para campanha em 2014
MP pede novo bloqueio de bens de Alckmin no caso Odebrecht
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O Ministério Público de São Paulo entrou com recurso para tentar reverter decisão da 13ª Vara da Fazenda de São Paulo que suspendeu o bloqueio de R$ 9,9 milhões de bens de Geraldo Alckmin (foto). Ele é réu por suposto caixa dois da Odebrecht na campanha de 2014.

Os bens do ex-tucano, que é pré-candidato a vice na chapa de Lula, estavam bloqueados desde abril de 2019, mas foram liberados na semana passada pela juíza Luiza Barros Rozas Verotti.

A juíza alega que o descongelamento de bens se fez necessário por causa da revisão da Lei de Improbidade Administrativa, aprovada pelo Congresso no fim do ano passado.

Para o promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro, porém, a Lei de Improbidade não deve ser aplicada de forma retroativa em ações já aceitas pela Justiça no ano passado. Para ele, o bloqueio dos bens de Alckmin continua “razoável e proporcional”.

Alckmin é acusado de ter recebido R$ 7,8 milhões via caixa dois da Odebrecht para sua campanha à reeleição a governador, em 2014. Na ação, o MP paulista juntou provas que vão além das delações de ex-executivos da empreiteira, como mensagens de Skype e gravações telefônicas indicando entregas de dinheiro em espécie na casa de um ex-assessor do governo.

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