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Moro: "A prisão de Lula foi um trabalho institucional"

O ex-juiz da Lava-Jato conversou com Crusoé sobre a decisão do Comitê de Direitos Humanos e disse por que, antes de mais nada, ela parece ser um acerto de contas político
Moro: “A prisão de Lula foi um trabalho institucional”
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O ex-juiz Sergio Moro comandou a Lava Jato, maior operação de combate à corrupção do país, entre 2014 e 2018, lembra a Crusoé. Como resultado desse trabalho, o ex-presidente Lula foi preso em 2018.

Em meados do ano passado, o STF considerou Moro parcial e enviou a ação de volta para a primeira instância, em Brasília. No final de abril, o Comitê de Direitos Humanos divulgou uma decisão em que cita e corrobora as conclusões do STF (leia a reportagem).

Em entrevista à Crusoé, Moro comentou a decisão do comitê e afirmou que a prisão do petista “foi um trabalho institucional”.

“Basicamente, eles se basearam na decisão da Segunda Turma do STF, do ano passado. Quando falam da condução coercitiva do Lula, eles dizem que, inicialmente, o governo brasileiro permitia que isso fosse feito. Mas, depois que os advogados do Lula falaram que isso seria ilegal, a Segunda Turma concluiu que seria indevido”, disse.

” […] Nos votos vencidos é que os especialistas desceram aos fatos. Quando falam da decisão sobre minha suspeição, tomada pela Segunda Turma do STF, eles dizem que parecia ser um acerto de contas político, pelo seu teor. […] No fundo, toda a prisão do Lula foi um trabalho institucional. Inclusive, quem determinou a prisão do Lula foi o TRF-4. A gente apenas cumpriu”, acrescentou.

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