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Militares atuam com "espírito colaborativo" em eleições, diz ministro da Defesa

General Paulo Sergio de Oliveira falou em comissão da Câmara; há semanas, ele disse que forças armadas não se sentiam prestigiadas por TSE
Militares atuam com “espírito colaborativo” em eleições, diz ministro da Defesa
Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (foto), disse nesta quarta-feira (6) que o papel das Forças Armadas é o de apenas colaborar com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ações sobre a segurança da urna eletrônica. A fala do general ocorre durante reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

“Simplesmente com espírito colaborativo. Esse é o espírito da equipe das Forças Armadas para ajudar o Tribunal Superior Eleitoral”, disse o general, em sua exposição. “Estamos sempre prontos, permanecemos colaborativos para a melhoria dos processos.”

“Sabemos muito bem que esse sistema eletrônico necessita sempre de aperfeiçoamento. Não há programa imune a ser atacado, a ser invadido”, continuou o ministro, no cargo desde abril. As Forças Armadas buscam, com as propostas, aperfeiçoar a segurança e a transparência do processo eleitoral, mitigando ao máximo as possibilidades de ataques cibernéticos e falhas que possam comprometer as eleições de 2022 e posteriores.”

Paulo Sérgio disse que foi esse o tom das conversas que manteve com o presidente da corte eleitoral, ministro Edson Fachin, e seu vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes.

Apesar do convite feito aos militares, pairam dúvidas sobre a possibilidade deles comprarem o discurso de Jair Bolsonaro, que pode não aceitar o resultado das urnas se considerar – mesmo sem nenhuma prova – que houve fraude.

Há um mês, no entanto, Paulo Sérgio tinha outro discurso. Ao encaminhar uma correspondência à corte eleitoral com novas dúvidas dos militares sobre o processo eleitoral, ele alegou que as Forças Armadas “não se sentem prestigiadas” pelas autoridades do Judiciário.  

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