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'Militância do MDB' reage à possibilidade de chapa Doria-Simone

Por enquanto, o presidente do partido, Baleia Rossi, tem repetido que a candidatura da senadora pelo Mato Grosso do Sul "é para valer"
Militância do MDB reage à possibilidade de chapa Doria-Simone
Fotos: Adriano Machado/Crusoé

Desde a madrugada desta segunda-feira (17), não se fala em outra coisa no grupo de WhatsApp “Militância do MDB” a não ser na possibilidade de Simone Tebet (foto, à direita) topar ser vice de João Doria (foto, à esquerda).

Leia também: E agora: a Terceira Via vai querer se unir mesmo ou era tudo teatro?

As reações começaram depois que o jornal Hoje em Dia noticiou que, se o candidato tucano chegasse a 15% em abril, o MDB poderia fechar com o PSDB, indicando a senadora pelo Mato Grosso do Sul à vaga de vice. A maioria dos posicionamentos foi no sentido contrário à eventual dobradinha Doria-Simone.

“Doria não, pelo amor de Deus. Pelo menos alguém com viabilidade eleitoral”, escreveu um dos integrantes do grupo, que é formado por filiados com cargos de liderança, coordenadores de núcleos do partidos, mandatários e ex-mandatários.

Outros participantes do grupo argumentaram, por exemplo, que o governador de São Paulo “tem alto índice de rejeição” e afirmaram que essa possível aliança poderia “prejudicar a base eleitoral” de muitos emedebistas. O tucano também foi chamado de “traíra” nessas mensagens privadas.

O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, é aliado de Doria em São Paulo. Por enquanto, não há nada de concreto sobre possíveis alianças nacionais e o próprio Baleia, que participou do jantar em homenagem a Lula em dezembro do ano passado, tem repetido que a candidatura de Simone Tebet “é para valer” e “é séria”.

Militantes do MDB aproveitaram as discussões acaloradas para se queixar do que consideram uma inexistente pré-campanha de Simone. “Até agora, ela não saiu às ruas. Até agora, não existe campanha”, disse um emedebista a este site.

Carlos Marun, ex-deputado e ex-ministro de Michel Temer, escreveu no grupo que “é preciso ter maturidade no processo”.

“Estamos atrás do apoio à candidatura da Simone. Mas quem busca apoio não pode ser arrogante. Quem busca apoio tem que admitir apoiar se outro candidato estiver melhor posicionado. Então, a candidatura da Simone depende mais de um aumento de sua preferência no eleitorado do que de uma decisão da direção do partido. Quem quiser ajudar, mãos à obra”, acrescentou Marun, em mensagem à qual O Antagonista teve acesso.

No ano passado, Baleia Rossi e outros integrantes da cúpula do MDB participaram das conversas da chamada “turma do centro”, que tentava construir uma candidatura única na Terceira Via. Todas as pesquisas divulgadas até aqui indicam que Sergio Moro é o nome mais viável entre Lula e Jair Bolsonaro.

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