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Micheque virou MiCaixa

Em 2021, a Crusoé revelou mais uma bomba envolvendo a primeira-dama: ela direcionou repasses a aliados junto à Caixa, por meio de um programa de auxílio do banco
Micheque virou MiCaixa
Foto: Gilberto Leite/Flickr

Michelle Bolsonaro preferiu ficar longe do marido nos primeiros dias de 2021. Enquanto o presidente curtia o réveillon no litoral paulista, gastando R$ 2,4 milhões em meio à pandemia, a primeira-dama ficou em Brasília, longe dos passeios de moto e das aglomerações nas praias.

Em fevereiro, a primeira-dama ganhou uma sala nova no Planalto. Ela pediu um espaço para abrigar a coordenação do programa social Pátria Voluntária, que direciona doações a ONGs. Como mostramos, entidades ligadas à ministra Damares Alves foram beneficiadas.

Para acomodar Michelle, o governo decidiu realizar uma reforma para reduzir a biblioteca do Planalto. Os espaços de estudo, de convivência e de leitura foram praticamente extintos. O acervo passou a não poder mais ser aumentado.

Meses depois, a primeira-dama entrou na mira da CPI da Covid. O representante da Davati Luiz Paulo Dominguetti, que tentava vender vacinas ao governo federal, mencionou Michelle em uma troca de mensagens de WhatsApp.

Michele (sic) está no circuito agora. Junto ao reverendo”, disse Dominguetti, alegando que a primeira-dama estaria envolvida com o Reverendo Amilton de Paula nas negociações por imunizantes.

Em depoimento à CPI, Amilton negou o envolvimento da primeira-dama, assim como Cristiano Carvalho, que também representava a Davati. O reverendo disse: Eu queria mostrar algo que não tinha”.

Em julho, surgiu a informação de que Eduardo Torres, irmão de Michelle, recebeu auxílio emergencial, apesar de ser funcionário da Caixa e atuar como fotógrafo. Diego Torres, outro irmão da primeira-dama, ganhou um cargo comissionado no Senado. Michelle não comentou os episódios.

Em 2021, Michelle recebeu pelo menos quatro medalhas e prêmios do governo federal.

Em setembro, por exemplo, ela recebeu o Prêmio Marechal Rondon, por “contribuir para as telecomunicações brasileiras”.

Durante a viagem da comitiva de Jair Bolsonaro a Nova York, para participar da Assembleia Geral da ONU, a primeira-dama decidiu vacinar-se contra a Covid. Michelle, que tem 39 anos, poderia ter recebido o imunizante no Brasil muito antes, mas preferiu ser vacinada nos Estados Unidos.

Depois de revelar, em 2020, os R$ 89 mil em cheques depositados por Fabrício Queiroz, a Crusoé trouxe mais uma bomba envolvendo a primeira-dama.

Em outubro, a revista mostrou que Michelle direcionou empréstimos concedidos pela Caixa por meio do Pronampe. No auge da pandemia, ela escolheu o destino de recursos do programa, beneficiando aliados.

Os pedidos eram feitos diretamente ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Alguns deles, ultrapassaram meio milhão de reais. O MPF passou a investigar o caso.

No final do ano, Michelle comemorou efusivamente a aprovação de André Mendonça para ocupar uma cadeira no Supremo.

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