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Mario Sabino, na Crusoé: "Pergunte ao pó"

"O que me impressiona é como os ricos de um passado pouco remoto não tinham tantas exigências de luxo como os de hoje"
Mario Sabino, na Crusoé: “Pergunte ao pó”
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

“Nos fins de semana, como acho que já escrevi aqui, gosto de passear pelo Jardim Europa e pelo Jardim Paulistano, aqui do lado de casa, em São Paulo”, diz Mario Sabino (foto), em sua coluna para a Crusoé desta semana.

“Quando estou com o Napoléon, o meu York, eu o levo até uma pracinha, onde me sento num banco e ele fica me olhando, com cara de enfado. […] Gosto de olhar as casas antigas e compará-las com as novas. As casas antigas tinham muros baixos, que deixavam as construções à mostra; as novas são cercadas de paredões que não deixam ver nada. […] O que me impressiona mesmo é como os ricos de um passado pouco remoto não tinham tantas exigências de luxo como os de hoje.”

“[…] Há alguns meses, eu estava conversando com a mãe de um amigo meu, a senhora mais elegante que conheço, que vendeu recentemente uma casa no Jardim América, grudado ao Jardim Europa. […] Trocou-a por um apartamento mais compatível com a sua idade e com a sua solidão bem cercada de filhos amorosos. Ela me contou, num desconsolo bem composto, que o comprador derrubara a casa, com os mármores, a marchetaria, os azulejos artísticos. Tudo virara pó, nada fora aproveitado. Nesses bairros, não se compra mais a casa, mas o terreno, e por muitos milhões de reais, onde são erguidos verdadeiros bunkers.”

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