

O Antagonista noticiou ontem — e o deputado Fábio Trad (PSD), relator da proposta, confirmou (leia aqui) — que há um grupo na Câmara fazendo de tudo para afrouxar a PEC da prisão na segunda instância, enquanto o Brasil se preocupa com a pandemia da Covid-19.
Uma das movimentações nos bastidores é para fazer com que a PEC incida somente sobre crimes praticados após a sua promulgação.
Trad não citou nomes nem partidos, mas apuramos que o relator agora ouve sugestões de defensores de Lula e de Flávio Bolsonaro.
Nesta sexta-feira (3), uma liderança partidária, pedindo reserva, reforçou que o bolsonarismo na Câmara se uniu também ao Centrão nessa pauta. Um dos defensores dessa mudança na PEC é o deputado Arthur Lira, líder do Progressistas e candidatíssimo à sucessão de Rodrigo Maia — ele espera poder contar com o apoio, ainda que velado, do Palácio do Planalto (leia mais aqui).
Na semana passada, Helena Mader, na Crusoé, disse que “além da intenção de esvaziar uma pauta de Sergio Moro, o Planalto não quer desagradar ao Centrão” (leia aqui) no debate da prisão na segunda instância. No fim de maio, Moro, em entrevista a Rodrigo Rangel, também na Crusoé, falou sobre o interesse de Jair Bolsonaro na soltura de Lula, que se manifestou no desinteresse do governo pelo tema: “O que se dizia no Planalto era que a soltura do Lula era boa politicamente para o presidente”.
Ontem, Randolfe Rodrigues (Rede), líder da oposição no Senado, provocou bolsonaristas: “E esse casuísmo, hein?”.



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