

Em conversa com integrantes da bancada do PT na Câmara ao longo desta semana, o ex–presidente Lula (foto, à esquerda) defendeu que o partido desista de instaurar uma CPI para investigar a atuação do ex-juiz Sergio Moro (foto, à direita) na iniciativa privada.
Como noticiamos, a ideia, capitaneada pelo secretário-geral do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), teria o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI).
Os movimentos nos bastidores começaram depois que o TCU não conseguiu acesso à remuneração paga pela consultoria americana Alvarez & Marsal a Moro, durante os 10 meses em que o ex-juiz lá trabalhou, depois de ter deixado o governo Bolsonaro. O tribunal não tem jurisdição sobre contratos privados sem o envolvimento de recursos públicos.
Segundo apurou O Antagonista, o petista afirmou a seus aliados que as supostas denúncias já estão sendo tratadas no âmbito do TCU e que não seria necessária uma nova investigação sobre o tema.
Além disso, como mostramos, setores do PT também temem que Moro saia “mais fortalecido” de uma CPI, caso não sejam encontradas provas substanciais na investigação envolvendo o ex-juiz.
Integrantes da executiva nacional avaliam que o recado de Lula foi dado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em entrevista ao UOL. A deputada federal disse que “não vê necessidade” de uma CPI.
Não haverá um comunicado oficial da executiva. O partido, simplesmente, vai deixar que a CPI morra de inanição.



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