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Líderes partidários admitem que nem privatizações saem do papel em 2022

Para compensar, Câmara e Senado devem apostar em mudanças pontuais na legislação como a reforma do imposto de renda e no Refis
Líderes partidários admitem que nem privatizações saem do papel em 2022
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Líderes partidários da Câmara admitem que a agenda de reformas econômicas ficará estagnada em 2022. Pautas como reforma administrativa, tributária e até a privatização de Correios e Eletrobras não devem sair do papel este ano.

Em caráter reservado, líderes admitem a O Antagonista que a Casa (foto) não terá tempo hábil para analisar esses temas no primeiro semestre deste ano. Além disso, as eleições também vão comprometer o calendário legislativo, segundo as principais lideranças, já que há uma forte resistência a essas reformas, principalmente em meio ao funcionalismo público.

Um sintoma de que esse tipo de proposta não vai andar está na própria Lei de Diretrizes Orçamentárias. Na peça, não está prevista a possibilidade de arrecadação de até R$ 100 bilhões com a venda da Eletrobras, por exemplo.

Para compensar a falta de reformas estruturantes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretende apostar em mudanças pontuais como a reforma do imposto de renda, cuja proposta está parada no Senado, e nas alterações no Refis – programa de renegociação de dívidas para devedores da União.

Uma outra aposta de Lira está na legalização dos jogos de azar. A proposta, segundo o presidente da Câmara, deve gerar uma arrecadação anual na casa dos R$ 20 bilhões.

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