
O empresário João Amoêdo, do Partido Novo, foi uma das maiores surpresas da disputa presidencial de 2018.
Concorrendo à Presidência pela 1ª vez, Amoêdo conseguiu 2.679.596 de votos (2,5% dos válidos), ficando à frente de nomes bem mais conhecidos, como Marina Silva, Alvaro Dias e Henrique Meirelles.
O Novo, partido cujo registro só foi deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral no final de 2015, não aceitou recursos do fundo eleitoral e tinha pouquíssimo tempo de rádio e TV.
Amoêdo fez um campanha apoiada no discurso anticorrupção (“Chega de dizer que Lula foi condenado sem provas”), no combate aos privilégios e na necessidade de mudanças na política — e, assim, acabou caindo no gosto de uma parcela de eleitores.
O resultado poderia ter sido bem melhor se o empresário, que declarou patrimônio de 425 milhões de reais, tivesse participado dos debates na TV: como o Novo ainda não tinha representantes no Legislativo, os organizadores não eram obrigados a convidar seu candidato.
No 2º turno, Amoêdo deixou claro que nenhumas das alternativas era de seu total agrado.
Sobre o PT, disse: “Nunca votei e nunca pretendo votar no PT”; e sobre Bolsonaro: “Nunca contribuiu para nada como deputado”.
Acabou optando pelo capitão da reserva, de maneira envergonhada.
Ele será competitivo em 2022? Ainda é cedo para dizer. Mas já foi uma vitória e tanto para o seu partido não só conseguir mais de dois milhões de votos na eleição presidencial, como vencer o pleito para o governo de Minas Gerais, com Romeu Zema.
Clique aqui e assista à entrevista concedida por João Amoêdo a O Antagonista no início de 2018.



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