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“Já passou do ato de autonomia médica para algo criminoso”

O infectologista Julio Croda comenta manifestação antivacina e pró-cloroquina do secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde

“Já passou do ato de autonomia médica para algo criminoso”
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Como mostramos, o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, rejeitou um relatório da Conitec que não recomenda o uso de hidroxicloroquina e outros medicamentos do chamado “kit Covid”. Em sua nota técnica, Angotti Neto cita várias vezes o termo “tratamento precoce”, que não aparece no relatório da comissão.

Especialistas e sociedades médicas que participaram da elaboração da diretriz preparam um recurso ao ministério para reverter a decisão de rejeitar o texto.

“Não tem lógica e base técnica nenhuma essa análise”, disse à Folha o infectologista Julio Croda (foto), pesquisador da Fiocruz. “Mostra claramente que é uma decisão política e não técnica”.

“Já passou do ato de autonomia médica para algo criminoso, de indução do uso de medicações sem nenhuma comprovação científica.”

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