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"Inquérito indevido, truculento, inoportuno e que já nasceu errado", diz general alvo de busca e apreensão

O general Paulo Chagas, alvo nesta semana do inquérito aberto por Dias Toffoli para apurar supostos ataques ao STF, escreveu um longo relato no Facebook sobre a ida de policiais federais à sua residência, em Brasília, na última segunda-feira.

Ele questiona o mandado de busca e apreensão, assinado por Alexandre de Moraes.

“Por quê? Buscar o quê? Apreender o quê? As respostas a essas perguntas revelam o primarismo de um inquérito indevido, truculento, inoportuno e que já nasceu errado.”

Chagas, que se candidatou ao governo do Distrito Federal no ano passado, continua:

“Ora, se as causas do meu arrolamento no inquérito estão publicadas nas redes de comunicação, o que pretendia o mandante da ação encontrar na minha casa? A caneta ou o lápis com o qual redigi um rascunho? O próprio rascunho? Minhas digitais no teclado do computador ou do meu celular? Cópias dos textos que escrevi? Provas de que sou o verdadeiro autor do que torno público? Para quê isso, se toda a produção da minha opinião está na internet?”

O general acrescenta que não foge à responsabilidade sobre o compartilhamento do que pensa e sente, e afirma que não é uma “voz isolada na multidão”.

“Nunca contestei o STF ou a sua importância, mas a perceptível contaminação política e ideológica do resultado do trabalho dos seus integrantes que, em tempos de grave crise moral e ética como a que temos vivido, repercute com a mesma gravidade na vida e no futuro do País.”

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