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Governo pagou 4,5 bilhões em 'emendas secretas' após prisão de Milton Ribeiro

Liberação de emendas do relator tem maior volume mensal em dois anos; governo tenta aprovar PEC dos Combustíveis e impedir CPI do PEC
Governo pagou 4,5 bilhões em emendas secretas após prisão de Milton Ribeiro
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O Palácio do Planalto liberou um total de R$ 4,5 bilhões em emendas de relator, entre o dia 22 e 27 de junho. O período coincide com a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e a pressão posterior pela abertura da CPI do MEC — cujo pedido foi protocolado ontem.

Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, o governo havia pago apenas R$ 500 milhões em junho até a Operação Acesso Pago, da Polícia Federal, na qual também foram detidos ex-assessores do PEC e pastores amigos de Ribeiro.

No dia seguinte, o TRF-1 anulou as prisões e o caso foi enviado ao Supremo por suspeita de vazamento e interferência por parte de Jair Bolsonaro. 

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Segundo o levantamento da Contas Abertas, o valor total de R$ 5 bilhões em junho é o maior liberado em apenas um mês desde 2020. 

Além da crise envolvendo o MEC, na última semana, o governo também precisou reunir apoio do Congresso para a PEC dos Combustíveis, que prevê o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, e a distribuição de um vale-diesel para caminhoneiros.

O Palácio do Planalto tentou sem sucesso instalar a CPI dos preços dos combustíveis e ameaçou editar uma MP para alterar a Lei das Estatais. Ontem, a Petrobras finalmente aprovou o nome de Caio Paes de Andrade para comandar a companhia. Os conselheiros também serão trocados.

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