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Facebook, Twitter e Google criticam MP golpista

Plataformas divulgaram comunicados sobre o texto que limita a remoção de conteúdo; ex-assessor de Trump esteve com Bolsonaro na véspera
Facebook, Twitter e Google criticam MP golpista
Foto: Reprodução, Facebook

Facebook, Twitter e Google divulgaram comunicados críticos à MP que altera o Marco Civil da Internet e limita a remoção de conteúdo que viole normas das plataformas. O texto editado por Jair Bolsonaro deixa claro que a legislação se aplica mesmo a empresas situadas no exterior, desde que ofereçam serviços ao público brasileiro.

“Essa medida provisória limita de forma significativa a capacidade de conter abusos nas nossas plataformas, algo fundamental para oferecer às pessoas um espaço seguro de expressão e conexão online”, disse o Facebook.

O Twitter destacou que “o Marco Civil da Internet foi fruto de um amplo e democrático processo de discussão com a sociedade civil, do qual as empresas, a academia, os usuários e os órgão públicos puderam participar”.

“Acreditamos que a liberdade para aplicar e atualizar regras é essencial para que o YouTube possa colaborar com a construção da internet livre e aberta que transforma a vida de milhões de brasileiros todos os dias”, afirmou o Google.

Bolsonaro editou a MP um dia depois de receber Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump e criador da rede social Gettr. O ex-presidente americano foi expulso das plataformas tradicionais depois de incentivar a invasão do Capitólio por seguidores fanáticos.

O presidente brasileiro ainda não foi expulso, mas já teve problemas com o Twitter, que em 29 de março apagou publicações suas que disseminavam fake news sobre a Covid. Um dia depois Facebook e Instagram removeram vídeo em que o presidente atacava o isolamento social.

Em abril do ano passado, vídeos de Bolsonaro foram excluídos do YouTube depois que a plataforma atualizou seus termos para proibir conteúdos que recomendassem o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina.

Recentemente, as redes cumpriram determinação do TSE de desmonetizar 14 canais bolsonaristas investigados por ataques ao sistema eleitoral.

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