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ERENICE GARANTIU A EMPREITEIRA QUE 'NENHUMA PORTA DO GOVERNO SERIA FECHADA'

ERENICE GARANTIU A EMPREITEIRA QUE NENHUMA PORTA DO GOVERNO SERIA FECHADA
O ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda Antonio Palocci (PT) deixa o Instituto Médico Legal (IML) em Curitiba para exame de corpo de delito. Palocci foi preso temporariamente na 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Omertà, que investiga indicios de relação criminosa entre o ex-ministro e a empreiteira Odebrecht

No novo termo da delação de Antonio Palocci obtido por O Antagonista, Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, é personagem recorrente nos relatos do “italiano”.

Em reunião no Centro Cultural de Brasília — sede do governo quando o Palácio do Planalto estava em reforma –, por exemplo, Erenice, segundo Palocci, confirmou a Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez, que o governo sabia do cartel das empreiteiras e do interesse da Andrade em vencer o processo de licitação de Belo Monte.

Erenice confirmou que sabia dos “compromissos político-financeiros” prometidos pela Andrade em contrapartida da obra da usina e garantiu que “nenhuma porta do governo seria fechada” para a empresa.

“QUE indagado se ERENICE GUERRA sabia dos compromissos político-financeiros prometidos pelo ANDRADE, respondeu que sim, que o próprio COLABORADOR afirma que repetiu para a então Ministra a existência dos acertos de propina envolvendo a obra; QUE, inclusive, na reunião com OTÁVIO, recorda-se que ele asseverou que por conta daquele contrato da USINA DE BELO MONTE, havia compromisso de pagamento de 1% referente aos valores que seriam recebidos por sua execução ao PARTIDO DOS TRABALHADORES e ao PMDB; QUE OTÁVIO confirmou junto com o COLABORADOR aquele compromisso; QUE posteriormente COLABORADOR veio a saber que tal orientação era seguida a partir de acordo que havia sido estabelecido com RICARDO BERZOINI e o próprio OTÁVIO; QUE, embora comunicando a ERENICE GUERRA a existência de grande doação ao PT por parte da ANDRADE GUTIERREZ, em virtude da obra, que ainda seria mantido o consórcio alternativo e que, no futuro, poderiam se discutir os envolvidos na construção da obra; QUE nenhuma porta do Governo, narrou ERENICE, seria fechada.”

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