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ENTREVISTA: Miro Teixeira volta ao PDT para trabalhar na campanha de Ciro Gomes

ENTREVISTA: Miro Teixeira volta ao PDT para trabalhar na campanha de Ciro Gomes
Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Miro Teixeira, que estava na Rede, voltou ao PDT para começar a trabalhar na campanha presidencial de Ciro Gomes.

Em 2018, o ex-deputado federal atuou na candidatura de Marina Silva.

Leia trechos da entrevista de Miro a O Antagonista por telefone:

Como o senhor foi parar nessa função?

Essa era uma conversa antiga, que se concretizou na semana passada, após conversas com o Carlos Lupi [presidente nacional do PDT] e o próprio Ciro. Liderei a bancada do PDT por 10 anos. Eu já fiz campanha para o Ciro. Fomos deputados juntos, ministros do Lula juntos. Dizer que vou coordenar a campanha é um exagero. Quem coordena campanha presidencial é o próprio candidato. Eu vou contribuir.

O que o fez aceitar?

A necessidade de juntarmos forças. Não adianta ficar cada um defendendo sua própria ideia em uma esquina diferente.

Acredita mesmo em formação de frente ampla?

Só o tempo pode dizer. Mas temos que começar a trabalhar. Não vamos imaginar que já vamos começar com uma frente formada. Temos que começar a trabalhar pura e simplesmente. Mas, neste momento, só uma coisa tem que unir todo mundo: a luta em torno da saúde do povo. A pandemia tem que ser a preocupação única e exclusiva. Não dá para pensar em outras coisas.

A frente ampla teria como objetivo “derrotar Bolsonaro”?

O Bolsonaro foi eleito, ponto. Ele teve mais votos e foi eleito. A pauta precisa ser muito mais em torno de um programa do que de pessoas. Mas, claro, isso implica derrotar os adversários. Mas não se deve olhar adversário com ódio. O adversário tem o direito de sustentar suas próprias ideias. E o povo vota ou não vota. É muito melhor trabalhar com ideias.

Sobre “não olhar adversário com ódio”, o senhor e o Ciro pensam da mesma forma?

Personalidade cada um tem a sua. O Ciro tem a dele, eu tenho a minha. Mas acho que ele não trabalha com ódio. Ele trabalha com palavras que às vezes podem parecer ásperas, mas não com sentimento de ódio, de forma alguma.

Lula mandou Fernando Haddad rodar o país em campanha também pensando em 2022.

É legítimo. Sabemos que o Lula é político suficiente para, na hora adequada, determinar o melhor posicionamento. O que o Lula fez foi ocupar espaço.

E Lula consegue ver um “melhor posicionamento” que não seja o dele?

Ah, consegue. Ele é extremamente político. Consegue, sim.

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