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Em reunião com Moraes e Fachin, Pacheco prometeu reativar a CPMI das Fake News

Na conversa desta semana, os ministros afirmaram ao presidente do Senado que vão atuar para garantir eleições "em paz" e ser "duros" contra fake news
Em reunião com Moraes e Fachin, Pacheco prometeu reativar a CPMI das Fake News
Foto: Antonio Augusto/secom/TSE

Na última segunda-feira (7), como noticiamos, os ministros Alexandre de Moraes e Edson Fachin foram ao Palácio do Planalto convidar Jair Bolsonaro para a posse de ambos, marcada para o próximo dia 22, no comando do TSE. O encontro durou 15 minutos.

Em seguida, Moraes e Fachin foram ao encontro de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, para também entregar a eles os convites.

A conversa mais longa, de cerca de uma hora, foi com o presidente do Senado. O Antagonista apurou que, em meio a um lanche com pamonhas oferecidas por Pacheco — eleito por Minas Gerais –, os ministros prometeram empenho para que as eleições deste ano ocorram “em paz”. Moraes e Fachin disseram também que o tribunal eleitoral será “duro” no combate a fake news e desinformação.

Nesse sentido, Pacheco colocou o Congresso à disposição do TSE e garantiu aos ministros que a CPMI das Fake News será reinstalada a tempo de, no entender do senador, contribuir para a fiscalização das campanhas eleitorais.

A CPMI em questão foi instalada em setembro de 2019 e, em março do ano seguinte, acabou sendo suspensa em razão da pandemia da Covid. No mês passado, o presidente do colegiado, senador Angelo Coronel (PSD-BA), já havia confirmado a este site que os trabalhos seriam retomados.

Nesta quarta-feira (9), Coronel afirmou a O Antagonista que a cúpula do Senado aguarda o arrefecimento da onda provocada pela variante Ômicron para encontrar um lugar mais amplo que possa servir de local para a CPMI.

“Somos 32 titulares: é muito mais gente do que na CPI da Covid, que tinha 11 titulares. Não temos ainda uma estrutura para retomar os trabalhos com segurança. Precisamos esperar os casos da Ômicron diminuírem, mas que a CPMI vai voltar, isso vai”, disse.

O senador do PSD da Bahia acrescentou que pretende retomar as sessões com a participação de representantes das plataformas digitais.

“Temos que olhar para frente e apertar as plataformas. Não adianta mais pensar nas eleições de 2018: 2018 já foi, já ‘morreu’, o TSE já absolveu a chapa Bolsonaro-Mourão. Agora, temos que pensar em 2022, trabalhar contra fake news, injúrias e difamações nas campanhas deste ano.”

Nesta provável segunda fase das investigações, disse ainda Coronel, a ideia é trocar informações com Polícia Federal, TSE e Ministério Público na intenção de coibir a disseminação de notícias falsas relacionadas ao processo eleitoral.

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