Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

Em nota, Polícia Federal ataca Moro

Corporação responde a entrevista do ex-ministro, acusa-o de "desconhecer" a PF e diz que efetuou "mais de mil prisões" por corrupção nos últimos três anos
Em nota, Polícia Federal ataca Moro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal divulgou nesta terça-feira (15) uma nota em que ataca Sergio Moro e acusa o ex-ministro da Justiça de fazer “descabidos ataques” à corporação na entrevista que concedeu à Jovem Pan na última segunda (14).

Na nota, assinada pela própria “Polícia Federal” —e não por seu diretor-geral, Paulo Maiurino, ou por seu chefe, o atual ministro da Justiça, Anderson Torres—, a PF afirma que Moro “mente” ao dizer que “hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção”.

“A Polícia Federal efetuou mais de mil prisões, apenas por crimes de corrupção, nos últimos três anos. Neste mesmo período, a PF realizou 1.728 operações contra esse tipo de crime. Somente em 2020, foram deflagradas 654 ações —maior índice dos últimos quatro anos”, diz a nota.

O comunicado também afirma que Moro fez “ilações” ao citar os superintendentes afastados pela direção da PF e acusa o ex-ministro da Justiça, a quem a polícia já foi subordinada, de “desconhecer” a corporação. “(…) Negou conhecê-la quando teve a chance. Enquanto ministro da Justiça, não participou dos principais debates que envolviam assuntos de interesse da PF e de seus servidores.”

Leia abaixo a íntegra da nota da PF:

***

“Em entrevista na segunda-feira (14/02) à Jovem Pan, o ex-ministro Sergio Moro fez descabidos ataques à Polícia Federal. A bem da verdade, consideramos importante esclarecer:

Moro mente quando diz que ‘hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção’. A Polícia Federal efetuou mais de mil prisões, apenas por crimes de corrupção, nos últimos três anos.

Neste mesmo período, a PF realizou 1.728 operações contra esse tipo de crime. Somente em 2020, foram deflagradas 654 ações — maior índice dos últimos quatro anos.

Moro também faz ilações ao afirmar que ‘esse é o resultado de quantos superintendentes eles afastaram e que estavam fazendo o trabalho deles’.

O ex-ministro não aponta qual fato ou crime tenha conhecimento e que a PF estaria se omitindo a investigar. Tampouco qual inquérito policial em andamento tenha sido alvo de ingerência política ou da administração.

Vale ressaltar que a Polícia Federal vai muito além da repressão aos crimes de corrupção. Em 2021, bateu recorde de operações. No total, foram quase dez mil ações, aumento de 34% em relação ao ano anterior.

O ex-juiz confunde, de forma deliberada, as funções da PF. O papel da corporação não é produzir espetáculos. O dever da polícia é conduzir investigações, desconectadas de interesses político-partidários.

Moro desconhece a Polícia Federal e negou conhecê-la quando teve a chance. Enquanto ministro da Justiça, não participou dos principais debates que envolviam assuntos de interesse da PF e de seus servidores.

Com o intuito de preservar a imagem de umas das mais respeitadas e confiáveis instituições brasileiras, a Polícia Federal repudia a afirmação feita pelo pré-candidato Moro de que a corporação não tem autonomia.

Por fim, a PF — instituição de Estado — mantém-se firme no combate ao crime organizado, à corrupção e não deve ser usada como trampolim para projetos eleitorais.

A Polícia Federal”

Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO
×
Oferecimento....