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Em meio a apagão, festas de fim de ano representaram risco, diz Fiocruz

Média de casos semanais de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) subiu 135%
Em meio a apagão, festas de fim de ano representaram risco, diz Fiocruz
Foto: Júlio César Guimarães/Prefeitura do RIo

As festas de fim ano, realizadas em meio ao apagão de dados, representaram risco significativo para a população, segundo boletim da Fiocruz publicado no sábado (15).

A média de casos semanais de síndrome respiratória aguda grave (SRAG; SARS em inglês) subiu 135%, comparando as três últimas semanas de novembro com o período de três semanas encerrado em 8 de janeiro. É essa síndrome que dá nome ao vírus da Covid (SARS-CoV-2).

A média de 5,6 mil casos novos por semana disparou para 13 mil.

“O cenário de aumento de casos graves tanto de Influenza quanto de COVID-19 anteriores às festas de final de ano sugerem que tais eventos podem ter representado risco significativo para a população, especialmente em eventos com muitas pessoas”, diz o boletim InfoGripe.

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Reprodução/InfoGripe/Fiocruz
“Assim como no caso dos dados estaduais, a imensa maioria das capitais com sinal de crescimento iniciaram esse processo antes da semana 52 de 2021 (26/12/2021 a 01/01/2022), de forma que é anterior às festas de final de ano, o que justifica as recomendações de cautela e implementação de restrições para minimizar o risco de agravamento do quadro epidemiológico à época”, acrescenta o texto.

No fim de novembro, a Fiocruz alertou para importância de cuidados contra a Covid nas festas de fim de ano.

Com o apagão de dados, o Ministério da Saúde ficou mais de um mês sem abastecer o InfoGripe. A última planilha do ano foi enviada em 6 de dezembro; a mais recente foi enviada na quinta passada (13). O normal é a pasta enviar as planilhas semanalmente.

Se receber novos dados nesta terça (18), a equipe do InfoGripe espera publicar novo boletim amanhã (19).

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