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Em ano eleitoral, governo Bolsonaro gastará R$ 20 milhões em pesquisa de opinião pública

O valor global é aproximadamente o dobro do que gastaram Dilma Rousseff e Michel Temer com esse tipo de serviço, suspenso em 2019
Em ano eleitoral, governo Bolsonaro gastará R$ 20 milhões em pesquisa de opinião pública
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O governo Bolsonaro (foto) pretende gastar aproximadamente R$ 20 milhões, em pleno ano eleitoral, na contratação de pesquisas de opinião pública, para saber como a população avalia a atual gestão, os programas executados até o momento e quais são as “preferências dos cidadãos sobre temas relevantes da agenda nacional”.

De acordo com o edital (leia a íntegra no final da matéria), os serviços de pesquisas custarão R$ 19,8 milhões. Serão R$ 2,8 milhões destinados para levantamentos de caráter qualitativo e R$ 17 milhões usados para encomendar as pesquisas quantitativas. O valor global é aproximadamente o dobro do que gastaram Dilma Rousseff (PT), em 2013, e Michel Temer (MDB), em 2018, quando foram feitas as últimas licitações para esse tipo de serviço.

A expectativa do governo federal é fazer, ao longo de 12 meses de contrato, 300 entrevistas qualitativas e 150.148 entrevistas quantitativas. As abordagens serão domiciliares, por telefone ou videochamada. O contrato poderá ser prorrogado por até 60 meses.

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A licitação foi lançada ontem pelo Ministério das Comunicações, pasta de Fábio Faria, ainda no PSD, atualmente um dos principais aliados de Jair Bolsonaro.

Segundo a justificativa da compra, esse levantamento será “fundamental para a realização das atividades essenciais da SECOM [Secretaria de Comunicação] e dos integrantes do SICOM [Sistema Interno de Comunicações do governo federal], uma vez que o cenário nacional e a opinião da população estão em constante transformação”.

“As pesquisas realizadas oferecem ainda um canal adicional de manifestação cidadã, pois dão à população a oportunidade de expressar-se sobre suas demandas mais prementes e também sobre o desempenho do Poder Executivo, o que confere uma aplicação alternativa da noção de transparência e prestação de contas (accountability), essencial ao funcionamento da democracia”, acrescenta o governo federal, na justificativa da licitação.

A contratação de pesquisas de opinião foi suspensa por Jair Bolsonaro ainda no primeiro ano de gestão. Em 2013, Dilma lançou edital para contratar esse mesmo serviço por R$ 6,6 milhões — R$ 11,2 milhões em valores atuais corridos pelo IPCA; em 2018, Temer também contratou esse tipo de trabalho por R$ 7,5 milhões, ou R$ 9,3 milhões em valores atuais.

O governo retoma esse tipo de serviço justamente em um momento em que o presidente da República precisa crescer nas pesquisas de intenção de voto, já que, pelos levantamentos divulgados até aqui, ele perde para Lula em todos os cenários.

Os envelopes serão abertos em 8 de fevereiro deste ano, embora o extrato de licitação publicado ontem contenha um erro de informação — ele diz que o processo será apenas em agosto.

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Leia clicando aqui a íntegra do edital da contratação de serviços de pesquisa.

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