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Eduardo Leite, o perdedor-chave

Depois de uma campanha que destroçou o PSDB, o governador foi derrotado por João Doria nas prévias do partido, mas ele terá um papel importante em 2022
Eduardo Leite, o perdedor-chave
Foto: Alan Santos/PR

Em 2022, o governador do Rio Grande do Sul travou uma batalha épica contra João Doria, pelo direito de disputar a presidência da República pelo PSDB. O governador de São Paulo venceu as prévias, tumultuadas por causa de uma falha no primeiro aplicativo de votação, comprado por 1,3 milhão de reais com dinheiro do fundo partidário, mas todos saíram derrotados e o partido, destroçado.

Leite perdeu duas vezes. Além da derrota no pleito interno, ele saiu menor da disputa, com o apoio corrosivo de Aécio Neves e as trocas de acusações com o diretório paulista. Ainda assim, seu posicionamento será importante no ano que vem. É, digamos assim, um perdedor-chave.

Ele não deverá apoiar João Doria, apesar do discurso oficial, mas outro candidato de Terceira Via, possivelmente Sergio Moro — com quem já teve conversas depois da derrota nas prévias. O governador do Rio Grande do Sul jura que permanecerá no PSDB, mas não será por falta de convites que ele poderá cair fora do partido que o rejeitou como candidato ao Planalto.

No início de julho, Eduardo Leite assumiu-se gay, em uma entrevista para Pedro Bial: “Sou um governador gay, não um gay governador”. O episódio criou um fato político, tornou o governador conhecido nacionalmente e lhe conferiu uma aura de modernidade que, associada à sua juventude (36 anos), poderá lhe render dividendos políticos promissores.

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