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Ecos da PGR

Lula será denunciado também pela PGR.

Como notou Josias de Souza, as palavras de Deltan Dallagnol ecoaram as de Rodrigo Janot:

“Em entrevista concedida nas pegadas da divulgação da denúncia de Curitiba, um dos advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que a ‘verborragia’ do procurador Dallagnol teve conotação ‘política’. Como assim? ‘O Ministério Público Federal elegeu Lula como maestro de uma organização criminosa, mas esqueceu do principal: a apresentação de provas dos crimes imputados’.

O doutor talvez não se recorde —ou esquece de lembrar— que o procurador Dallagnol e a força-tarefa de Curitiba não estão sozinhos em suas conclusões. Numa petição que protocolou em maio no Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot requereu a inclusão de Lula no ‘quadrilhão’, como é conhecido o principal inquérito da Lava Jato. Na peça, Janot referiu-se a Lula em termos dignos de um epitáfio.

Escreveu o procurador-geral: ‘Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse’. O procurador Dallagnol apenas ecoou: ‘Só o poder de decisão de Lula fazia o esquema de governabilidade corrompida viável. Ele nomeou diretores para que arrecadassem propina. Sem o poder de decisão de Lula, esse esquema seria impossível’”.

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