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"É absurdo estarmos longe da meta de vacinação"

Assim como fez com os economistas, Lula se reuniu hoje com ex-ministros da Saúde do PT. O grau de sensatez foi maior
“É absurdo estarmos longe da meta de vacinação”
Reprodução/Lula/YouTube

Lula se reuniu na manhã desta terça-feira com seis ex-ministros da Saúde dos governos do PT:  Agenor Álvares, Alexandre Padilha, Arthur Chioro, Humberto Costa, José Gomes Temporão e Saraiva Felipe. O encontro se assemelhou ao da última sexta-feira, quando Lula ouviu economistas ligados ao PT. Mas o grau de sensatez foi maior.

Os especialistas levaram dados sobre a pandemia ao candidato petista e discutiram cenários para este ano e o próximo.

Segundo um dos participantes do encontro, eles ressaltaram a distância que ainda falta para o Brasil atingir o nível de imunização recomendado pela OMS: 80% da população com o ciclo de vacinação completo.

No final de 2021, o governo anunciou em seus canais oficiais ter alcançado esse índice “na população alvo”, ou seja, entre os brasileiros maiores de 12 anos. O número não coincide com o de levantamentos independentes.  O consórcio de imprensa que compila os dados das secretarias estaduais de saúde registra nesta terça-feira, por exemplo, 69% da população com o ciclo vacinal completo, e menos de 17% com a terceira dose.

Além disso, o “público alvo” agora inclui também crianças entre 5 e 11 anos, que só nesta semana começaram a ser vacinadas. Isso significa que o país está ainda mais longe da meta ideal.

“São 20 milhões de crianças entre 5 e 11 anos no Brasil”, diz Alexandre Padilha, que participou da conversa. “Além disso, há muita gente que deseja a vacina, mas não teve acesso a ela por morar em regiões pobres ou distantes. O governo não fez tudo que podia por essas pessoas.”

Segundo o ex-ministro, em paralelo à vacinação infantil, deveria estar em andamento uma campanha que envolvesse estados e municípios, promovendo a busca ativa de quem ficou à margem da campanha de vacinação até agora.  “É absurdo estarmos longe da meta de vacinação. Toda a nossa energia deveria estar voltada para isso, mas o governo Bolsonaro continua resistindo a fazer a lição de casa.”

Outras questões levantadas por Lula teriam sido o déficit de testagem no Brasil, os atendimentos que ficaram represados no SUS devido à sobrecarga dos hospitais na pandemia, e os modos de fortalecer as indústrias e serviços que compõem a economia da saúde.

“Encerramos a reunião com o sentimento de que o Brasil não fez justiça a toda a experiência que acumulou em décadas de vacinação e a toda a expertise que temos no SUS”, diz Padilha. “Em vez de estar correndo atrás dos nossos prejuízos, já poderíamos estar ajudando a conter a pandemia em regiões que do mundo que mal começaram a se vacinar, como a África.”

Ninguém nunca acusou Lula de desprezar o sofrimento causado pela Covid. O sociopata está sozinho nesse jogo. São os remédios do PT na política e na economia que ameaçam matar o paciente.

 

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