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Dois vice-líderes do governo Bolsonaro apoiaram a CPI contra a Lava Jato

A CPI contra a Lava Jato, que está pronta para ser instalada na Câmara, como noticiamos, recebeu o apoio de 176 deputados.

Entre eles, dois vice-líderes do governo no Congresso: Claudio Cajado, do PP da Bahia, e Ricardo Barros, do PP do Paraná.

Cajado, aliás, fez campanha para Fernando Haddad nas eleições presidenciais de 2018. Barros, ministro da Saúde de Michel Temer, está cada vez mais próximo do Palácio do Planalto, tentando, inclusive, cavar a vaga de líder do governo na Câmara, como já mostramos.

O requerimento de criação da CPI, apresentado no ano passado, já foi lido em plenário e Rodrigo Maia poderá instará a comissão a qualquer momento.

Mais cedo, revelamos que, uma vez instalada a CPI, os idealizadores dela vão querer fazer bastante barulho e até ameaçar prender Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato em Curitiba. Essa, pelo menos, é a suspeita de parlamentares que dizem conhecer as reais intenções da turma que inventou toda essa história, turbinada pelas declarações de Augusto Aras em live com advogados petistas na noite da última terça-feira.

O pedido se baseou nas mensagens roubadas por hackers — leia aqui a íntegra, se tiver estômago. A esquerda e o Centrão esperam poder contar com uma ajudinha de bolsonaristas na eventual CPI, uma vez que Sergio Moro virou inimigo do atual governo.

Na semana passada, Jair Bolsonaro tirou a deputada Bia Kicis (PSL), sua fiel escudeira, da função de vice-líder do governo no Congresso, em razão de ela ter votado contra a PEC do Fundeb.

Por coerência, o presidente da República vai punir Claudio Cajado e Ricardo Barros ou o apoio à CPI contra a Lava Jato não fere orientação do governo?

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