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Desde morte de Genivaldo, Bolsonaro fez oito motociatas sem capacete pelo país

Presidente concentrou passeios em regiões Norte e Nordeste; em oito das dez motociatas, Bolsonaro descumpriu Código de Trânsito ao trafegar sem proteção
Desde morte de Genivaldo, Bolsonaro fez oito motociatas sem capacete pelo país
Com proteção da Polícia Rodoviária Federal, Bolsonaro trafega sem capacete em Campina Grande, Paraíba. Foto: Isac Nóbrega/PR

Nos 30 dias seguintes à morte de Genivaldo Santos por policiais rodoviários federais que o abordaram por estar sem capacete, Jair Bolsonaro já fez dez motociatas – oito delas pilotando veículos sem o uso de capacete. A morte de Genivaldo, asfixiado em um camburão da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com gás lacrimogênio, completou um mês no último sábado (25).

As motociatas se concentraram nas regiões Norte e Nordeste, para onde Bolsonaro foi em ao menos quatro oportunidades neste último mês. Em algumas delas, como em Campina Grande (Paraíba, foto), o presidente foi acompanhado de representantes das mesmas forças policiais rodoviárias.

A primeira aparição sem capacete foi em Jataí, no interior de Goiás, no dia 31 de maio. No mesmo dia, novo passeio promovendo infração gravíssima ao Luís Eduardo Magalhães, no interior baiano. A parada seguinte foi em Umuarama, em 3 de junho – horas depois, em Foz do Iguaçu, ambas no Paraná.

Em 11 de junho, Bolsonaro fez uma aparição em Orlando, na Flórida, onde não deixou de usar capacete, em conformidade com as leis daquele país; em 17 de junho, em Natal, o equipamento de segurança foi mantido.

Mas horas depois no mesmo dia 17, o presidente voltou a andar sem capacete em Belém; dois dias depois em Manaus. No dia 23, ele levou o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto na garupa da moto na cidade pernambucana de Caruaru – ambos sem capacete. A última aparição foi em Campina Grande, na última sexta-feira (24).

Trafegar em qualquer via sem capacete fere o artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A infração é gravíssima e a pena para quem for pego sem o equipamento de proteção é a multa e suspensão do direito de dirigir. A CNH é recolhida, e a moto também fica retida até a regularização dos documentos.

 

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