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Deputado pede investigações sobre pesquisa milionária para governo Bolsonaro

Em pleno ano eleitoral, o Planalto pretende contratar, por R$ 19,8 milhões, institutos de opinião pública para avaliar a atual gestão
Deputado pede investigações sobre pesquisa milionária para governo Bolsonaro
Foto: Alan Santos/PR

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) vai ingressar com duas representações – uma no Ministério Público Federal e outra no Ministério Público Eleitoral – para que sejam investigados crimes contra a administração pública e abuso de poder político após o governo federal abrir licitação para contratar pesquisas de opinião pública em pleno ano eleitoral, que vão beneficiar o presidente Jair Bolsonaro (foto).

Ontem, O Antagonista revelou que o governo federal vai gastar R$ 19,8 milhões na contratação de pesquisas para saber como a população avalia a atual gestão, os programas executados até o momento e quais são as “preferências dos cidadãos sobre temas relevantes da agenda nacional”.

O próprio governo Bolsonaro suspendeu esse serviço em 2019, que deve ser retomado agora. A contratação acontece no momento em que o presidente da República precisa urgentemente subir nas pesquisas de intenção de voto.

“[As pesquisas] São um instrumento válido ao longo da gestão, para conhecer os anseios da população e planejar ações, mas fica claro que o que o presidente quer é usar as pesquisas para traçar estratégias eleitorais”, afirmou o parlamentar a O Antagonista.

“Usar dinheiro público para fazer pesquisas que servirão para interesses eleitorais do presidente é crime contra a administração pública. Fica evidente o desvio de finalidade. Também é inadmissível o desrespeito com o povo, que tem tantas necessidades, em plena pandemia, em plena crise. O dinheiro deveria ser aplicado nas prioridades do brasileiro e não em pesquisa de opinião”, acrescentou o deputado.

Essa não foi a única reação à pesquisa milionária de Bolsonaro. Ontem, como mostramos, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ingressou com uma representação junto ao TCU para que a Corte de contas suspensa o processo licitatório.

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