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Crusoé: voto nulo não é pecado

Quem cogita votar nulo é alvo de uma pressão que às vezes se assemelha ao bullying
Crusoé: voto nulo não é pecado
Capa: Daniel Medeiros/Crusoé - Foto: TSE

Quem cogita votar nulo é alvo de uma pressão que às vezes se assemelha ao bullying, como mostra a reportagem de capa da nova edição da Crusoé, assinada por Carlos Graieb. Quem tenta dissuadi-lo em geral está preocupado com a possibilidade de seu candidato preferido perder a eleição no primeiro turno.

Leia um trecho:

“Nas próximas semanas, as pesquisas sobre anulação do voto devem crescer exponencialmente na internet. Esse tem sido o padrão na última década. Segundo dados levantados pela consultoria Bites, o volume de buscas sobre o tema, nos 45 dias que antecedem as eleições presidenciais, dobrou de 2010 para 2014 — e mais uma vez em 2018. Isso não significa que o número de votos nulos necessariamente vá explodir. Ele caiu de 7,3% do total, em 2002, para 5,6%, em 2006. Desde então, não teve saltos expressivos. A proporção foi de 6,1% em 2018.”

“As abstenções, essas sim, cresceram muito: atingiram 20,3% do eleitorado em 2018, o maior índice do século. Mas pouco importa. Apesar de haver um desnível entre a tentação do voto nulo e a sua concretização, os eleitores que cogitam praticá-lo são alvos de uma pressão que às vezes se assemelha ao bullying. O desejo de não entregar seu voto a nenhum dos candidatos que lideram as pesquisas pode ser tratado como um sinal de ignorância ou alienação; como uma falha de caráter, a exemplo da covardia ou da indiferença; e até mesmo como um pecado.”

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