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CPI da Prevent Senior em SP acusa 20 pessoas por 52 crimes

Relatório da Câmara Municipal paulistana sobre investigações será entregue ao Ministério Público; empresa contesta e alega "contornos políticos" na apuração
CPI da Prevent Senior em SP acusa 20 pessoas por 52 crimes
Foto: Rogério Ortega/O Antagonista

Em seu relatório final, divulgado nesta segunda-feira (4), a CPI da Prevent Senior (foto) na Câmara Municipal de São Paulo acusou 20 pessoas por 52 crimes, registra a Folha.

Na lista de acusados estão os donos da operadora de saúde, os irmãos Fernando e Eduardo Parrillo, o diretor-executivo Pedro Benedito Batista Júnior e outros seis integrantes da cúpula da empresa.

Os donos foram acusados do crime de omissão de socorro. Segundo o relatório, Eduardo  também deve responder por crime contra a humanidade pelo fato de ter participado do estudo sobre a falsa eficácia da cloroquina no tratamento de pacientes com sintomas de Covid. Convocados para prestar esclarecimentos na comissão, os irmãos Parrillo faltaram duas vezes.

A operadora também prescreveu o “kit Covid” a seus pacientes e foi alvo de investigação do Ministério Público, que assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para que a empresa parasse de distribuir os remédios.

No ano passado, em depoimento à CPI da Covid no Senado, a advogada Bruna Morato, que representava ex-médicos da Prevent Senior, acusou a operadora de usar pacientes como “cobaias” para tentar embasar teorias negacionistas do governo de Jair Bolsonaro.

O relatório da CPI será enviado nos próximos dias ao MP, que irá decidir sobre a continuidade do processo. Procurada pelo jornal paulistano, a Prevent Senior contestou o relatório e afirmou que “tem total interesse em que investigações técnicas, sem contornos políticos, possam restabelecer a verdade dos fatos”.

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