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Chanceler diz ter visto com "estranheza" convite do TSE à UE para fiscalizar eleições

Carlos França deu a declaração durante audiência na Câmara nesta quarta-feira; após pressão do Planalto, a Corte recuou
Chanceler diz ter visto com “estranheza” convite do TSE à UE para fiscalizar eleições
Foto: Marcos Corrêa/PR

O chanceler Carlos França (foto) disse ter visto com “estranheza” a ideia do TSE de trazer observadores da União Europeia para acompanhar as eleições brasileiras deste ano. Durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara nesta quarta-feira (18), o ministro mencionou que o Brasil não integra o bloco e afirmou que a prática é incomum até mesmo na Europa.

Vi com certa estranheza o desejo de convidar a União Europeia. Acho difícil que possamos ter como observador eleitoral uma organização da qual não fazemos parte. A União Europeia não costuma mandar missões eleitorais nem para seus próprios membros. Tivemos recentemente eleição em Portugal, eleição na Hungria, e não houve e não houve missão eleitoral da União Europeia.”

Como mostramos, no início do mês, após pressão do Planalto, o TSE decidiu cancelar o convite feito às autoridades da UE. Havia receio dentro do TSE de que a manutenção do convite agravasse ainda mais a crise entre o Judiciário e o Executivo.

Durante a audiência, o ministro também disse que o Brasil está dando uma “aula de democracia”, ao trazer representantes de órgãos como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

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