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CFM vai se pronunciar nesta semana sobre o uso da cloroquina em pacientes com o novo coronavírus

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, disse ao Estadão que a entidade deve se pronunciar ainda nesta semana sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes com a Covid-19.

Ele afirmou que as discussões e os estudos ainda não foram concluídos.

“O fato de não existir evidência científica não quer dizer que não se pode recomendar uso, mas com segurança. O que existe hoje de evidência científica para o tratamento da doença é higienização e isolamento. Como vamos liberar e se nós vamos o uso da hidroxicloroquina, estamos discutindo.”

Ele comentou que o uso da droga virou uma questão “totalmente politizada”.

“O que acontece no Brasil é uma situação pouco usual. Pessoas comentam sobre a droga como se tivessem domínio absoluto. Quando na realidade, quando se fala com pessoas sérias, as sociedades especializadas, todos têm uma única resposta. Não existe nenhum trabalho na literatura mundial que comprove a eficácia e segurança desta e de qualquer outra medicação no tratamento da Covid-19. Isso não tem nenhuma novidade quando se fala. Somos movidos por medicina baseada em evidência.”

O presidente do CFM afirmou também que o novo coronavírus é “a maior ameaça da história da sociedade brasileira”.

“Sem nenhum sinal de alarmismo, vejo essa doença como a maior ameaça da história da sociedade brasileira. O vírus é desconhecido e está mudando o comportamento do mundo. Fez uma devassa na China, Itália, Espanha e nos EUA. São países mais ricos. O Brasil tem dimensão continental, é desequilibrado economicamente e tem uma população de baixa renda aglomerada nas favelas. A população indígena aqui é enorme. Uma população muito carente. Essa doença já chegou no Brasil.”

Ele reforçou que, por enquanto, as duas melhores formas de prevenção são higienização e isolamento social.

“Essa doença é um caos. Assim que o CFM enxerga. Estamos começando a entrar na fase mais aguda. Em que infelizmente as mortes irão acontecer. E certamente em algum grau haverá colapso no sistema de saúde. Nenhum país do mundo está preparado para demanda tão grande. Todos nós temos de entender nosso papel. O que vem por aí deve ser uma coisa muito grave.”

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