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Carlos Fernando: Ignorância e teorias conspiratórias contra as urnas eletrônicas

"O aparecimento das redes sociais transformou-se em livre manifestação de disparates por milhões de desqualificados (para não usar a expressão forte de Umberto Eco)"
Carlos Fernando: Ignorância e teorias conspiratórias contra as urnas eletrônicas
Foto: Rodolfo Buhrer/Folhapress

Em sua coluna da edição desta sexta-feira (6) da Crusoé, Carlos Fernando dos Santos Lima escreve sobre a teorias conspiratórias em torno das eleições no Brasil e sobre como “o aparecimento das redes sociais transformou-se em livre manifestação de disparates por milhões de desqualificados”.

“Vamos armoçar/Sentados na calçada/Conversar sobre isso e aquilo/Coisas que nóis não entende nada/Depois, puxá uma páia/Andar um pouco/Pra fazer o quilo”. A irônica letra de Adoniran Barbosa em sua clássica Torresmo à Milanesa ilustra bem a necessidade básica do ser humano de manifestar sua opinião, mesmo que sobre assuntos que não tenha conhecimento algum, apenas pela busca por aceitação dos demais membros de seu grupo social.

Esse fenômeno, que antes era restrito às calçadas e mesas de bar, com o aparecimento das redes sociais transformou-se em livre manifestação de disparates por milhões de desqualificados (para não usar a expressão forte de Umberto Eco), para audiências cada vez maiores, sentindo-se cada um deles aprovado pela repercussão e aceitação do absurdo ou preconceito por outros indivíduos igualmente desqualificados. Perdeu-se, nesse processo de aprovação, o senso do ridículo e do autoconhecimento da própria ignorância, coisas que não faltavam aos peões de obra cantados por Adoniran.”

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