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Bolsonaro suspende motociatas para se blindar de acusações de propaganda eleitoral antecipada

Em 2021, presidente fez 13 eventos pelo país, como forma de demonstrar força política em estados como Rio de Janeiro e São Paulo
Bolsonaro suspende motociatas para se blindar de acusações de propaganda eleitoral antecipada
Foto: Alan Santos/PR

Aconselhado pelo núcleo duro de sua campanha à reeleição – leia-se o ministro Ciro Nogueira e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto -, Jair Bolsonaro resolveu suspender a realização de motociatas pelo Brasil.

Neste ano, o presidente da República já recebeu convites para participar de eventos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Tocantins e Amapá.

Mas, para se se blindar de acusações de propaganda eleitoral antecipada por promover eventos de caráter eleitoreiro, Bolsonaro resolveu interromper as motociatas até ter o aval de advogados em direito eleitoral.

A decisão foi tomada hoje à tarde, em reunião com o núcleo duro de sua campanha eleitoral, no Palácio do Planalto. Além de Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto, participaram do encontro o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN).

Hoje, em conversa com apoiadores na volta ao Palácio da Alvorada, um correligionário reforçou o convite para realizar um evento no Amapá, mas recebeu um “não” do presidente como resposta.

“Ei, Bolsonaro, faz uma motociata no Amapá?”, disse o apoiador.

“Vou dar uma ‘seguradinha’, está meio… Vou dar uma ‘seguradinha’ por enquanto aí”, disse o chefe do Poder Executivo.

Ano passado, Bolsonaro fez 13 motociatas pelo país, como forma de demonstrar força política em estados como: Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, os eventos custaram pelo menos R$ 5 milhões aos cofres públicos.

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