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Bolsonaro se filia ao PL e consolida casamento com o Centrão

Presidente está sem partido desde novembro no ano passado; Flávio Bolsonaro também assina hoje a ficha da sigla de Valdemar Costa Neto
Bolsonaro se filia ao PL e consolida casamento com o Centrão
Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Após dois anos sem uma legenda, Jair Bolsonaro (foto) assina hoje, às 10h, a sua ficha de filiação ao PL, partido do ex-mensaleiro Valdemar Costa Neto. Com isso, o presidente da República consolida seu casamento com o Centrão, que foi tão criticado por ele durante a campanha de 2018.

Bolsonaro está sem partido desde novembro no ano passado, quando quis tomar o controle do PSL. Depois, o presidente da República tentou, sem sucesso, criar o Aliança pelo Brasil e negociou seu ingresso no PRTB, PMB, Patriota e no PP de Arthur Lira.

No final, venceu o pragmatismo e o casamento de conveniência: Bolsonaro entra com o capital político e o PL tentará, com isso, fazer a maior bancada da Câmara em 2022. Os integrantes do partido de Valdemar Costa Neto estimam que podem eleger até 65 parlamentares nas próximas eleições.

“São 513 deputados, quase 300 são do dito Centrão. Se eu não conversar com eles, vou conversar com quem? Já fui do PP, já fui do PTB. É um nome pejorativo que deram. Prefiro estar no Centrão do que no Esquerdão, lá você não consegue nada de bom para o país”, tentou justificar Bolsonaro na semana passada.

Além de Bolsonaro, pelo menos três ministros devem assinar hoje suas respectivas fichas de filiação: Onyx Lorenzoni, de Trabalho e Previdência, que vai disputar o governo do Rio Grande do Sul; Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, que está de olho no Senado e Tereza Cristina, que deve disputar o governo do Mato Grosso do Sul.

O senador Flávio Bolsonaro também deve confirmar hoje a sua ida para o PL. Ele ficou menos de seis meses no Patriota. Além deles, como mostramos, outros aliados do presidente também pretendem migrar para a sigla do ex-mensaleiro, como os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Bibo Nunes (PSL-RS), Hélio Lopes (PSL-RJ) e o filho 03 do presidente da República, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A entrada de Bolsonaro no PL foi consolidada na semana passada, em reunião entre Valdemar Costa Neto e o presidente da República no Palácio do Planalto. Valdemar garantiu a Bolsonaro que não irá apoiar candidatura de esquerda no Nordeste, nem Rodrigo Garcia em São Paulo. Garcia é o candidato a governador de João Doria.

Bolsonaro pretende lançar, em São Paulo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Tarcísio, porém, gostaria de concorrer ao Senado por Goiás.

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