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"Bolsonaro está lascado no Nordeste"

Leia sobre o que deputados dizem acerca da estratégia do presidente de, ao apostar em viagens à região, tentar recuperar o sentimento antipetista de 2018
“Bolsonaro está lascado no Nordeste”
Foto: Alan Santos/PR

Nesta semana, Jair Bolsonaro vai começar a intensificar suas viagens ao Nordeste, na tentativa de estancar a sangria da sua popularidade na região. Como mostramos, a estratégia é a de sempre: buscar recuperar o sentimento antipetista (leia também aqui).

Um ex-aliado do presidente no Nordeste, que pede reserva porque reconhece ainda ter votos no bolsonarismo, disse a O Antagonista:

“O Bolsonaro está lascado aqui no Nordeste. Ele não tem chance alguma. Tomará a maior surra da vida dele. Vai apanhar como nunca apanhou. Quando ele vem aqui, é o mesmo grupinho que o acompanha, o mesmo ‘gado véi’ pingado, não tem gente nova apoiando o presidente.”

Um outro parlamentar de partido do Centrão e do Ceará afirmou, em reservado, ser “muito complicado” Bolsonaro conseguir ter a mesma quantidade de votos de 2018 no Nordeste.

“O povo nordestino é pragmático: a vida piorou com o Bolsonaro.”

O deputado Danilo Forte, do PSDB do Ceará, disse que Bolsonaro “precisa mudar de marqueteiro”. A estratégia do presidente de rivalizar com o PT, no entender do parlamentar, não vai dar certo desta vez. Para ele, o governo Bolsonaro poderia explorar os ganhos do Auxílio Brasil e apostar no discurso da energia limpa no Nordeste como potencial geradora de empregos.

“O que mais interessa para o nordestino é combater a miséria com política de renda mínima e emprego. Não quer saber de briga. A política tem que mostrar serviço, mostrar futuro: matar fome e gerar emprego.”

O deputado Augusto Coutinho, do Solidariedade de Pernambuco, também não acredita que Bolsonaro vá conseguir reduzir a vantagem de Lula no Nordeste.

“Eu não vejo, honestamente, pelo que converso e vejo nas minhas andanças pelo estado, que ele [Bolsonaro] vá reverter isso [a vantagem de Lula]. No Nordeste, são inegáveis as forças do PT e de Lula. O presidente recuperou popularidade com o auxílio emergencial, deu continuidade em obras importantes, mas não conseguiu agregar isso politicamente. O governo dele não tem base no Nordeste. Quando ele vem aqui, dois ou três deputados, no máximo, o acompanham: e isso não é de agora, é desde o início do governo.”

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