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Bolsonaro ameaçou transferir para fronteira médico que se recusou a tratá-lo com cloroquina

O presidente defende o uso do medicamento desde o início da pandemia; a OMS desrecomenda "fortemente" o tratamento
Bolsonaro ameaçou transferir para fronteira médico que se recusou a tratá-lo com cloroquina
Foto: Reprodução/ Redes Socias

Em entrevista a um canal do Youtube divulgada na terça-feira (28), Jair Bolsonaro disse que ameaçou transferir para fronteira o médico militar que se recusou a tratar seus sintomas de Covid com cloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz contra a doença.

O relato remete a julho de 2020, quando o presidente testou positivo para a Covid três vezes. Na época, Bolsonaro declarou, sem embasamento científico, ter se tratado graças à cloroquina.

“Falei [para o médico]: ‘Me traz aquele remédio [cloroquina]’. [Ele respondeu] ‘Não, não, não'”, disse o presidente na entrevista desta terça-feira.

“Médico militar, eu sou capitão [..] Traz o remédio, porque o exame só vai sair o resultado amanhã, pode ser tarde demais”, insistiu.

“[O médico disse] ‘Ah, mas protocolos nossos’. Falei: ‘Traz o remédio ou te transfiro para a fronteira agora, democraticamente’, concluiu.

Segundo Bolsonaro comentou na entrevista, ele já ficou “bom” no dia seguinte.

Com base em estudos internacionais, a OMS oficialmente defende “recomendação forte contra” o uso da cloroquina no tratamento da Covid visto que é ineficaz e perigoso ao organismo humano.

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