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Bivar se reúne com Renata Abreu para decidir destino de Sergio Moro

Pauta da conversa é a possível migração do presidenciável do Podemos para a União Brasil; nos últimos dias, Palácio do Planalto tentou bloquear negociação
Bivar se reúne com Renata Abreu para decidir destino de Sergio Moro
Fotos: Adriano Machado/Crusoé e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Luciano Bivar e Renata Abreu se reúnem daqui a pouco em São Paulo, a portas fechadas, para discutir a possível migração de Sergio Moro do Podemos para a União Brasil — partido criado a partir da fusão de PSL e DEM.

O tema passou a ser discutido entre as cúpulas das duas campanhas nas últimas semanas, diante da dificuldade da legenda de Renata de impulsionar a candidatura do ex-juiz.

Neste ano, o Podemos terá acesso a um fundo eleitoral de R$ 250 milhões, mas o dinheiro só entrará na conta em agosto, assim como o R$ 1 bilhão da União.

A legenda de Bivar, porém, tem sobra de caixa e já poderia injetar esses recursos durante o primeiro semestre, turbinando a candidatura de Moro, ainda pouco conhecida.

Do ponto de vista da montagem dos palanques estaduais, o ex-juiz também se beneficiaria da rede de alianças já construídas por DEM e PSL.

Bivar, que sempre apoiou a candidatura de Moro, chegou a colocar seu nome para vice na chapa presidencial, mas agora, com a eventual migração do ex-juiz, a vaga poderia ficar com a própria Renata.

A presidente do Podemos, porém, prefere disputar o Senado e indicar alguém para a posição, com o aval de Moro. O presidenciável não vê óbice no acordo, desde que a transição seja feita de forma pacífica e com aval de todos.

Ciente de que suas chances de chegar ao segundo turno se reduzem significativamente, Jair Bolsonaro tenta sabotar a negociação.

Nos últimos dias, emissários do Planalto, como Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Ricardo Barros, buscaram caciques da União com promessas eleitorais. Mas voltaram de mãos vazias.

As articulações, porém, seguem intensas e o nome de Moro ainda encontra alguma resistência em setores da União, especialmente entre integrantes do DEM, que se dividem entre Lula, Bolsonaro e até João Doria.

Caso Bivar e Renata cheguem a um consenso, a filiação de Moro ocorreria apenas após a homologação da União pelo TSE, prevista para a primeira semana de fevereiro. E, claro, desde que o ex-juiz tenha garantias de que o partido apoiará sua candidatura à Presidência até o fim.

 

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