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Barroso: TSE não pode ser "culpado" por ofensiva das Forças Armadas contra urnas

Ministro presidiu a Corte entre maio 2020 e fevereiro deste ano; no período, militares foram convidados para integrar a Comissão de Transparência das Eleições
Barroso: TSE não pode ser “culpado” por ofensiva das Forças Armadas contra urnas
Foto: Antonio Augusto/secom/TSE

O ministro do STF Luís Roberto Barroso (foto) afirmou hoje que o TSE não pode ser “culpado” pela ofensiva das Forças Armadas contra urnas. O magistrado, que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral entre maio 2020 e fevereiro deste ano, deu a declaração durante o 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado em São Paulo.

Durante sua gestão, com o aval do plenário, militares foram convidados para integrar a Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e passaram a dirigir sucessivos questionamentos ao processo eleitoral, embarcando na tese de Bolsonaro sobre fraudes nas urnas.

Questionado se houve um “erro tático” do TSE, Barroso afirmou: Acho que a culpa jamais seria de quem tratou uma instituição de Estado com o respeito que ela merece.”

Ainda durante o evento, Barroso minimizou o ofício enviado recentemente ao TSE pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, pedindo acesso “urgentíssimo” ao código-fonte das urnas eletrônicas. “Já está aberto há um ano”, disse o ministro. O código-fonte contém as instruções para que o sistema de votação funcione. O evento de abertura desses dados para inspeção da sociedade civil foi realizado em outubro de 2021 na Corte.

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