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"Bancada da Bíblia" quer distância de Bolsolão do MEC

Hoje, a Frente Parlamentar Evangélica vai emitir uma manifestação oficial sobre o tema; filhos do presidente defenderam manutenção de Milton Ribeiro
“Bancada da Bíblia” quer distância de Bolsolão do MEC
Foto: Isac Nóbrega/PR

Integrantes da “Bancada da Bíblia” querem tentar, ao máximo, se dissociar do Bolsolão do MEC. Hoje, eles terão hoje uma nova reunião para discutir o posicionamento dos parlamentares em relação ao ministro da Educação, Milton Ribeiro (foto), flagrado em um áudio em que promete privilegiar com recursos públicos prefeituras indicadas por pastores.

Alguns deputados e senadores integrantes da “Bancada da Bíblia” afirmaram a O Antagonista que o Bolsolão do MEC é um “problema do governo”, não da bancada evangélica.

Apesar de Milton Ribeiro ser protestante, ele é ligado à Igreja Presbiteriana, denominação que não segue os mesmos dogmas da maioria dos integrantes da “Bancada da Bíblia”. Boa parte dos deputados e senadores cristãos são ligados às igrejas neopentecostais, como a Assembleia de Deus.

Além disso, alguns integrantes da bancada destacam que os pastores citados como responsáveis pela liberação de verbas no MEC não têm interlocução com parlamentares protestantes e que eles foram apresentados por congressistas bolsonaristas, como o deputado federal Vitor Hugo (GO), que não integra a Frente Parlamentar Evangélica.

“Falei com o ministro, mas preciso aguardar os desdobramentos. Seria precipitado dar qualquer posicionamento da bancada antes disso”, disse ontem o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Ontem, como mostramos, os filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro, saíram em defesa de Milton e apoiaram a manutenção dele no cargo.

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