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Anac diz monitorar convivência do 5G com radar dos aviões

Espaço reservado no Brasil para a principal frequência da tecnologia não é o mesmo adotado pelos Estados Unidos
Anac diz monitorar convivência do 5G com radar dos aviões
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A Anac voltou a dizer nesta terça (18) que monitora em parceria com a Anatel a futura convivência do sinal do 5G com os atuais radares dos aviões.

O Antagonista enviou os questionamentos às duas agências depois que empresas aéreas americanas pediram ao governo Biden o adiamento do 5G próximo a aeroportos do país, para evitar interferência nos altímetros dos aviões. O altímetro mede a altitude do avião e é especialmente importante em voos com baixa visibilidade.

As americanas AT&T e Verizon anunciaram ontem o adiamento da ativação de antenas de 5G próximas a alguns aeroportos. Joe Biden elogiou as operadoras.

“A posição dos Estados Unidos gerou preocupação no setor de aviação civil, dadas as características das redes de quinta geração, como maior potência de transmissão, além do uso de antenas com conformação de feixes”, diz nota da Anac publicada em novembro de 2021.

“A decisão americana sobre o uso da faixa de 3,9 GHz [3700 – 3980 MHz], cabe registrar, não encontra paralelo com o 5G no Brasil na faixa de 3,5 GHz (3300 – 3700 MHz)”, acrescentou a agência.

O espaço reservado no Brasil para a principal frequência do 5G, portanto, não é o mesmo adotado pelos Estados Unidos.

A Anatel e a Aeronáutica não responderam aos questionamentos de O Antagonista. A Infraero dirigiu as perguntas à Aeronáutica e à Anac.

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