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AGU nega interferência de Bolsonaro no caso Milton Ribeiro e quer afastar Moraes de relatoria

O ministro, que presidirá o TSE durante as eleições e é um dos principais alvos do presidente e seus apoiadores, é relator de um pedido de investigação, protocolado pelo senador Randolfe Rodrigues
AGU nega interferência de Bolsonaro no caso Milton Ribeiro e quer afastar Moraes de relatoria
Fotos: Luis Fortes/MEC

A Advocacia Geral da União afirmou, em recurso enviado ao STF na terça-feira (5), que uma suposta interferência por parte de Jair Bolsonaro na operação da PF que prendeu o ex-ministro do MEC Milton Ribeiro (foto) no final de junho é “inexistente”.

A AGU ainda pediu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do caso.

Moraes, que presidirá o TSE durante as eleições e é um dos principais alvos do presidente e seus apoiadores, é relator de um dos pedidos de investigação de Bolsonaro.

O pedido em questão foi protocolado pelo senador Randolfe Rodrigues.

O líder da oposição no Senado o enviou a Moraes sob a justificativa de que o ministro é relator de um outro inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF — trata-se daquele aberto em 2020, no contexto das denúncias e saída do então-ministro Sergio Moro do governo.

Segundo a AGU, todos os pedidos de investigação sobre o caso Milton Ribeiro devem ser relatados pela ministra Cármen Lúcia, responsável pelo respectivo inquérito no STF.

O órgão, então, solicita a anulação da demanda de Moraes por manifestação da PGR sobre o caso.

Indícios de interferência

Em conversas telefônicas interceptadas pela PF, no âmbito da operação que prendeu Ribeiro, o ex-ministro e sua esposa indicam que o presidente o alertou sobre o eventual mandado de busca e apreensão.

“Hoje, o presidente me ligou… Ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? […] Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa”, disse Ribeiro à filha em telefonema de 9 de junho.

Autoridade da PF, o delegado Bruno Calandrini chegou a enviar mensagem aos colegas alegando “interferência na condução da investigação”, que teria beneficiado Ribeiro ao não ser transferido para Brasília no dia de sua detenção.

A defesa de Bolsonaro nega as alegações e descredibiliza Ribeiro por usar nome do presidente na conversa interceptada.

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