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Agamenon: Vem pra coxa você também!

Nem só de baixaria, corrupção, ignorância e burrice vive o governo Bolsonaba, o pior da história —e olha que ele estava disputando com o Collor e a Dilma!
Agamenon: Vem pra coxa você também!
Agamenon/O Antagonista

É impressionante o nível de testosterona no governo Bolsoneuro. São milhares de motoqueiros, jiujiteiros, mocorongos, milicianos, meliantes, militares da ativa e da passiva (ninguém tem nada a ver com isso…) —enfim , é um bando de sátiros e faunos insaciáveis, que fazem questão de exibir a sua virilidade o tempo todo. É tanta virilidade, é tanta testosterona que às vezes acaba transbordando para o pavilhão reto-furicular e, aí ninguém é de ninguém. Todos os encontros de bolsonaristas só têm machos, inclusive as fêmeas. As mulheres são seres inferiores, só servem para reprodução; para um relacionamento mais estável, os bolsomachos preferem os deputados do Centrão.

Por isso mesmo, o presidanto Jair Bolsonada é contra o aborto: para o presidente, a gravidez, mesmo no início, é um feto consumado. Deve ser por isso que ele está cercado de abortos da natureza como o ex-presidente demissionário da Caixa Econômica Foderal, acusado de assédio sexual por funcionárias que deram entrevista ao “Fantástico” falando com voz de pato e contando como o “Podrão” queria afogar o ganso. Segundo as vítimas, Pedro Vergalhães era uma espécie de Marcius Melhem do funcionalismo estatal, só que engraçado. As semelhanças entre Machus Melhem e Vergagalhães não param por aí: assim como o segundo maior humorista de Nilópolis (o primeiro ninguém sabe até hoje quem é), Pedro Mandalhães dava expediente completamente nu e pelado, para botar o pau na mesa quando alguém falava mal do Bolsonaro.

O ex-presidente da Caixa, priápico e tarado, pretendia trocar o nome da centenária instituição de crédito para Encaixa Erotômica Fuderal. Também não tinha a menor vergonha de puxar o saco do presidente sempre que podia. Frequentador assíduo das lives de quinta-feira, fazia questão de ficar debaixo da mesa para puxar melhor o saco do seu chefe. E não era só isso: para “babar” melhor o seu mestre, criou um novo programa sexual, quer dizer, social, o Bolsa Escrotal. Mas o escroto do presidente, escalavrado de tantas feridas, não aguentou tanta bajulação. Apesar de ser um sujeito submisso, Pedro Malvadões se considerava, abaixo de tudo, um pragmático. Seu lema era: “Não se pode fazer uma omelete sem babar os ovos”. Subserviente ao extremo, também fazia questão de servir de capacho para Bolsonaro, que costumava esfregar as solas dos sapatos nas costas dele antes de entrar no Planalto.

Mas nem só de baixaria, corrupção, ignorância e burrice vive o governo Bolsonaba, considerado pela crítica o pior da história —e olha que ele estava disputando com o Collor e a Dilma! Para tentar ganhar a eleição, o Senado aprovou uma PEC (Picaretagem Eleitoral Constitucional) que vai liberar bilhões para os apoiadores do presidente. Quem primeiro vai receber um caminhão de dinheiro são os caminhoneiros, é claro. Em seguida, vêm os taxistas, os policiais militares e as duplas sertanejas. Mas as benesses não param por aí. O liberal Paulo Jegues também liberou uma grana para os terraplanistas, os olavistas e os bolsonaristas-raiz, que são agro e são pop.

Os evangélicos também deram graças a Deus porque o liberal Paulo Jegues liberou os religiosos de pagarem Imposto de Renda. Os pentelhocostais, depois de muito orar, vão ver o milagre da multiplicação de verbas públicas. Mas só se o Messias voltar para um segundo mandato.

Não sei de onde surgiu tanta grana para ser distribuída assim… será que o Elon Musk emprestou essa dinheirama pro Bolsonaro com o compromisso de acabar com os povos indígenas e os comunistas que infestam a Amazônia?

Agamenon Mendes Pedreira é o Velho do Rio de Janeiro.

 

 

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