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A semelhança entre Marcelo Queiroga e Vitor Hugo

Mesmo nominalmente derrotadas, campanhas bolsonaristas alcançam sucesso ao semear a dúvida
A semelhança entre Marcelo Queiroga e Vitor Hugo
Montagem: O Antagonista, com foto de Walterson Rosa/MS e imagem Reprodução/TV Câmara/YouTube

O Ministério da Saúde realiza na manhã desta terça (4) uma descabida mas não inútil audiência pública sobre a inclusão de crianças de 5 a 11 anos na campanha de vacinação contra a Covid.

A audiência, assim como a consulta pública já encerrada, servirá a um interesse do bolsonarismo: semear a dúvida sobre as vacinas.

O próprio Queiroga já disse que a consulta não vai servir para nada. Disse ontem (3), com todas as letras: “Podem ficar tranquilos, que todos os pais e mães que quiserem vacinar os seus filhos que tenham entre 5 e 11 anos terá vacina (sic)“.

Se a decisão já está tomada, não há por que fazer a audiência, a não ser semear dúvidas sobre as vacinas e sobre o trabalho da Anvisa, que autorizou a vacina pediátrica da Pfizer em 16 de dezembro.

Em 10 de agosto, pouco antes da votação da PEC do Voto Impresso, o líder do PSL, Vitor Hugo, disse no plenário da Câmara, também com todas as letras:

“Ainda que nós percamos no Plenário hoje, nós já vencemos a discussão na sociedade brasileira. Porque milhões e milhões de brasileiros conseguiram ter a liberdade e a segurança de irem às ruas. E de expressar a sua opinião. E de dizer que não confiam no sistema, e é esse o ‘gap’ de confiança que existe que precisa ser suplantado pelas ações nossas, dos parlamentares que têm que ser sensíveis”.

A PEC foi derrotada, mas o “gap” já estava aberto. Com a vacinação de crianças é o mesmo método.

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