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A rachadinha de Alcolumbre

Seis funcionárias de Davi Alcolumbre acusam o senador por um esquema de rachadinha que desviou 2 milhões de reais
A rachadinha de Alcolumbre
Foto: Alan Santos/PR

Jair Bolsonaro perguntou “quanto vale uma vaga no Supremo”.

Deve valer um bocado, considerando o empenho de uma ala do bolsonarismo para quebrar as pernas do ex-aliado Davi Alcolumbre, que resolveu sabotar o candidato do próprio Jair Bolsonaro ao STF.

Depois de ter seu primo preso, acusado de apoio ao narcotráfico, Davi Alcolumbre foi parar na capa da Veja, que denunciou a rachadinha criminosa de 2 milhões de reais em seu gabinete.

De acordo com a reportagem, seis assessoras do senador repassavam-lhe boa parte de seus salários. Uma delas disse:

“Meu salário era acima dos 14 mil reais, mas eu só recebia 900 reais. Eles ficavam até com a gratificação natalina”.

E outra:

“Eles pegaram meu cartão do banco e a senha. Uma pessoa sacava o dinheiro e dava parte na minha mão. Cheguei a ter um salário de 11 mil reais, mas recebia apenas 800 por mês”. 

E outra:

“O senador me disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’. Meu salário era mais de 14 mil, mas topei receber apenas 1.350 reais. A única orientação era para que eu não dissesse para ninguém que tinha sido contratada no Senado”.

Davi Alcolumbre tem de ser investigado e, eventualmente, afastado do cargo e condenado. O mesmo vale para todos aqueles que enriqueceram com o dinheiro de rachadinha, como a família presidencial. Essa briga vale a pena. Viva a briga.

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