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A morte anunciada da segurança jurídica

Em entrevista nesta semana, Lula atacou as agências reguladoras e ameaçou quem já participou, ou poderia participar, de privatizações
A morte anunciada da segurança jurídica
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Passei quase dois dias enrolando para assistir a longa entrevista de Lula (foto) a blogueiros de esquerda. No fim, reuni paciência e apertei o play. Embora seja pão amanhecido, acho que um ponto da conversa ainda precisa ser ressaltado.

Lula fez uma defesa enfática do “estado forte”. Ele criticou agências reguladoras como Anac, Anatel ou Anvisa, que seriam “a entrega do estado para a iniciativa privada”. Ele também mandou um recado a investidores: “Ao tentar comprar empresas públicas brasileiras, lembrem que o governo vai mudar e que nós vamos repensar isso.”

Agências reguladoras independentes impedem que o governo tome decisões divorciadas do conhecimento técnico (veja o embate entre a Anvisa e Bolsonaro) e, principalmente, interfira em certos mercados do jeito que lhe der na telha.

“Repensar privatizações” é uma ameaça a quem já investiu no Brasil, ou poderia investir. Você acha que, depois disso, vão fazer fila para trazer dinheiro a um país onde as regras do jogo podem ser mudadas a qualquer momento?

A candidatura de Lula é a morte anunciada da segurança jurídica.

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