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A bandeira de Moro

Bolsonaro, que se elegeu brandindo a bandeira da corrupção, não tem mais chance de usá-la, assim como Lula
A bandeira de Moro
Foto: Daniel Medeiros/O Antagonista

Como diz Marcus Melo, “a bandeira da corrupção é tema de quem está fora do governo. Sobretudo de quem nunca foi governo. Quem detém ou deteve recentemente a caneta para nomear, demitir, contratar e pagar é que pode ser denunciado por corrupção. Incumbentes nunca tratam da corrupção a não ser quando são recém-chegados ao poder (…).

Bolsonaro irrompeu na política brandindo a bandeira da corrupção e da segurança pública, na esteira de megaescândalos afetando sobretudo o PT e o centrão. Agora seu passivo na área é gigantesco: as rachadinhas familiares vieram à tona e sua aliança com o centrão e filiação ao PL aniquilaram de forma espetacular o seu discurso eleitoral. Seu principal rival — o PT —, no entanto, não pode mobilizar a bandeira da corrupção por razões óbvias”.

Desde que Sergio Moro apresentou sua candidatura, claro, essa bandeira tem dono.

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